segunda-feira, março 02, 2009

Quero-me.



Tenho frio
E só me aquece a melodia
Tenho vontade de cantar, de tocar
Tenho necessidade de espalhar as notas por este espaço de eco
De deixá-las fugir e correr para as abraçar.
Quero sair de mim
Deixar o meu corpo, voar
Cair
Só assim…
Sem perturbar ninguém.
Sem conhecer alguém.
Quero apenas ser livre, livre…
Aiiii…
Quem me dera apaixonar-me
Por quem me desse o voltar a sentir!!
Mas tenho saudades
De tudo
Das desgraças, dos horrores, das verdades
Daquelas que nunca escondi
E que tu viste
Onde eu nunca vi.
Quero tudo
E no fundo
Quero-me só a mim.
Preciso só de coragem para chegar ao início
Sem nunca voltar do fim
Ahhhh…
Pudessem as minhas mãos tirar-me do martírio
Tivesse a minha voz a arte e harmonia
Para que como quem grita, revolto, cantar
Soubesse eu o que realmente queria
E não estaria aqui a chorar…


Kum

domingo, março 01, 2009

Me ligasses...


Se ao menos me falasses.
Se fosses capaz de me ouvir
Prometer,
E ainda assim me ligasses!

Hmm, quanto pudera…

Quanto inventava eu que me sonhasses.
E mesmo antes da hora de partir
Amanhecer,
Mesmo assim me telefonasses!

Por tanto valeria essa espera…

O que me acalmava se me tocasses,
E sem sequer sorrir
Agradecer…
De todas as formas que gostasses!

E bastarias, sincera!

Se me esperasses…
Depois da hora de partir
Anoitecer.
Mas pelo menos, me chamasses!
Sem rir,
Sem perder,
Só que ligasses…


Kum


Porque vens fazendo da tua loucura, a minha forma de ser! Porque sei que me vais ligar sempre! e porque me sinto obrigado a agradecer-te por tudo o que me deste...

volim te*

Essa falta...



E essa falta... essa falta que outrora desejei ter coragem de provocar,
Chega agora... a malvada, para me matar.
Peço-te,
Peço todos os traços do teu corpo,
Todas as linhas da tua alma,
Todos os suspiros de conforto,
Apenas o único olhar que me acalma!

Porque preciso de ti,
Mas o medo trava-me.
Agarro-me a tudo,
E tudo se parece com o que vi
Mas chama-me,
E a nada estou seguro!!


Kum