
A minha vida é uma história,
De capítulos que não sei escrever o fim.
Rabisco…
E deixo a pontuação que se faz acessória,
E levo a entoação que faz ritmo em mim.
Sou o autor do meu ser,
Onde todas as palavras são o meu existir.
Tanto a prosa que esmorece por eu não saber,
Como as rimas que padecem pelo meu sentir
São tudo linhas vãs,
Porque não sei acabar.
E mesmo que as palavras venham sãs,
Tornam as frases doentes ao juntar
Na doença que aqui é só uma:
O não acabar para festejar!
Que não há maior tristeza alguma,
Do que não haver um fim pra (re)começar.
Kum
