domingo, junho 14, 2009

Deixam-me?



Deixam-me morrer?
Não peço mais…
Que seja doloroso, que me despedace a alma
Que sinceramente não me aflige saber,

Mas matem-me! Ou a eles se puder ser.

É que sozinho, eu sou mais do que eu
Sem ser ninguém.
E rodeado de gente não sei quem sou...
E contigo, ainda não o sei bem!

Será que tenho mais do que um em mim?
Será que acordo e os sons que ouço são o frenesim
Das pessoas que vivem aqui dentro?!
Aquelas que me desorientam assim?

E deste confuso “eu”... não sei o que espero.
Quero a liberdade de gritar sem ter que ouvir,
Tenho a vontade de voar sem sair daqui e
Desejo que apenas um dos meus “eus” seja sincero…

Mas apenas tenho esta merda…

QUE MERDA ESTA DE NÃO SABER O QUE QUERO!


Kum

sábado, maio 16, 2009

(Pois) que façam!



Sejam assim para mim.
Todos os terços onde choro,
Todas as noites que me derrotam.
Que me amargurem todas assim…
Que todos os dias acordo
E me levanto, como as flores brotam!

Que seja cinzento o rio,
Onde me poluem a esperança
E me infeccionam a alegria…
Feche-se o céu em tons de sombrio,
Que em mim farei bonança!
Em mim nascerá um novo dia!

Que me tirem o chão.
Vá lá!! Arranquem-me o brilho.
Fujam com o meu olhar
E me tragam a solidão.
Que eu luto, traço um novo trilho
E continuarei a caminhar!

Que se abram os infernos!
E que parem os tempos
Sobre tudo o que eu preciso.
Desapareçam sonhos internos…
Que pois eu! Eu sou feito de (bons) momentos
E jamais perderei o meu sorriso!!


Kum

segunda-feira, abril 27, 2009

Mendigo.



- Tens medo princesa?
- Medo de quê?
- De te apaixonares…
De tornares esta suspeita numa certeza.
Medo de te me dares!

Tens?
- Não sei bem.
Nem sei o que te deu para me falares.
Tenho dúvidas. Mas nisso sei-me sem ninguém…
Sem rostos, cheiros ou paladares!

Mas o que é isso de me apaixonar?
- Algo que não saberás de ouvir…
Algo que não te conseguiria explicar.

- E assim fico? Sem o saber?
- Assim é.
Agora são minhas as indecisões…
Se fiz mal para te perder,
Ou se vives com dois corações?!

- Porque me não tentas ensinar?
- Não. Eu é que te pergunto…
Porque passaste? Porque apareceste? Porque abalaste?
Mostrei-te tudo o que te podia dar
E na minha pobreza de mendigo recuaste!

E se me vi disposto a esse apaixonar,
Hoje me revolto no mendigo das ruas.
Não o pobre que não pode sonhar,
Mas um ninguém que aprendeu
A amar, nas pedras nuas,
Só a vida que Deus me deu!!


Kum