terça-feira, agosto 10, 2010

3.31



- Acreditas no amor pai?
- Que pergunta é essa, que te deu filho?
- Acreditarias. Se o teu mundo fosse mais do que noticiários tristes. Se a tua memória lembrasse os sorrisos que tinhas quando eras criança, se o cheiro dos campos se trouxesse à lembrança.
Os momentos em que o sol desce à terra e que tu para o saudares te deitavas na erva.
Não te lembras Pai?
Das vezes que corrias, porque adoravas a chuva. Das tardes que rias nos castelos de espuma.
Pai?
Sentias Deus tocar-te, por te tocar o ar... E a Natureza, como ela te abraçava!
Acreditas no amor?
(...)
Acho que não Pai...
Se acreditasses ainda te lembravas como ela te amava.

3.16

Ela foi o meu primeiro amor.
E sim, talvez o único!

Fez-me assim,
Como se as conversas bastassem para não haver certezas.
Tirou-me de mim
Para logo me arrastar num abraço sem pressas.

Tentou abrir-me a mente:
"Olha que o amor é mais do que aquilo que sabes"
Aproximou-se de repente
Mas ainda lhe faltavam as chaves

E tudo o que ficou
Tudo o que lembro nesta saudade
É a certeza que apesar daquilo que mudou
Eu ainda procuro a minha liberdade

Sim, fiz uma pausa pela dor.
Talvez não tenha sido o único!

quarta-feira, março 31, 2010

Sozinho



Sozinho. E que bem que isto me faz
No sítio mais movimentado de Lisboa
Me resguardo
Volto a ser capaz

No caminho. Encontro-me com a vaidade
E sem olhar para trás, sozinho
Me levo
Vivo a saudade

No horizonte. As nações fazem a minha miragem
E talvez o rio, o céu e a ponte
Me completem
Um dia, a paisagem

Um dia. Talvez volte a este lugar fino
Mas hoje saio na minha viagem
E sozinho,
Vou em busca do meu destino!