domingo, fevereiro 14, 2010

Parece Sina.



Parece sina.
Um karma que não gosto de ver
Que soa a descontrolo ou a um excesso de avoliçao ao prazer

Que me dizem se eu disser que me perco nas horas de um dia que não existe?
Que pensariam se eu julgar que não sou nada mais do que um ser triste?

Que me enrolo num cobertor a ver se consigo dormir.
Mas que as horas de olhos fechados são a fingir.

Tenho uma nuvem espessa a toldar o que vejo.
E não me compensa levantar os olhos
Porque a esperança deixou de ser um desejo

É assim…
São as merdas complexas do meu estado a apodrecer

É S. Valentim
E para mim é o caralho da sina do dia de S. Sofrer!

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Recovery.


Estou em fase de recuperação.
Estou a tentar erguer a cabeça
Deixando para trás o desastre
Que me assola o coração,
Sem saber aquilo que me levanta
Como não soube o que me deitou ao chão.
Estou em readiness!
E a predisposição à mudança
É tanta,
Que ninguém merece.
Estou quase pronto…
Mas falta-me a sorte!
Porque deverá ser mais fácil morrer,
Do que sobreviver
Para recuperar da própria morte.


Kum

domingo, janeiro 03, 2010

É um dia.

É um dia.
Mais um daqueles dias
Que ou escrevo ou morro,
Que ou não grito ou ninguém ouve o meu socorro!

É um dia.
Um dia que vendo a alma ao diabo
Na esperança que ele me leve daqui.
Que o faça sem cuidado
Mas que me leve assi,
Sem aviso ou preparo.
E mais rápido do que o tempo que mal sinto passar
Que me leve esse diabo
Porque eu já não tenho mais nada a dar.

Se já os meus olhos mostram a pobreza que é de mim,
Se as minhas mãos não trabalham,
Que interesse há em ver-me assim?
Se os meus pensamentos encalham,
E os meus sentimentos não existem.
Que me valem as lágrimas que chocalham
Se o rosto por onde caem
Já não se ergue aos céus que lhe falham?

Que me serve um corpo mudo antes da velhice?
Se há muito que o meu coração morreu
E só agora é que me disse.


Kum